TL;DR
Para comparar 244 terrenos candidatos a data center em SC, precisávamos de um score único e defensável. Nosso motor proprietário pesa os critérios que de fato movem um projeto de data center, área, porte, posição estratégica, proximidade de subestação e conectividade de nuvem. Aqui explicamos a lógica e os trade-offs, sem entregar a fórmula.
Por que poucos critérios bem escolhidos
O check-list padrão de um data center tem 9-12 critérios técnicos (energia, fibra, água, declividade, zoneamento, Mata Atlântica, geotecnia, densidade, acesso). Todos importantes como filtros eliminatórios, se falhar em qualquer um, descarta.
Para RANQUEAR os candidatos que já passaram no filtro, um conjunto enxuto de critérios bem calibrados é mais defensável que uma dúzia de pesos arbitrários. Cada peso adicional é uma hipótese sobre o que o cliente valoriza mais.
A ponderação reflete a lógica Hyperscaler: o porte vem primeiro (não adianta ter energia perto se o terreno é pequeno demais), a área logo depois. O método é nosso.
O critério de porte
Hyperscaler-candidate = nota máxima. Critério: área ≥ 10km² e densidade <1.000 hab/km². Pensamos em 'tem espaço para um campus de 100+ ha sem conflito urbano'.
Abaixo disso, as notas caem em degraus: Edge-candidate, Regional-candidate, Urbano-denso.
O porte tem o maior peso porque é o critério mais binário: terreno que não atende Hyperscaler de nada serve para Equinix xScale, por mais perto da energia que esteja.
O critério de energia
Este critério passou por um salto de qualidade em 2026-05-27. Antes, olhava só para a cidade. Agora usa a proximidade real à subestação da ANEEL mais próxima, quanto mais perto, maior a nota.
[ESTIMATIVA] Mapeamos a posição das 14 subestações de SC com precisão de ~500m. Validação georreferenciada ANEEL SIGA prevista para a próxima geração do motor.